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C5 / C6 - 3º Congresso Pan-americano/RJ

Data da Emissão: 23/07/1906


Códigos dos catálogos:

RHM

C5 / C6

FILABRAS

1906C1.1 / 1906C1.2

Michel

BR 161 / 162

Scott

BR 172 / 173

Yvert et Tellier

BR 126 / 127

Stanley Gibbons

BR 259a / 259b


Foram realizadas 6 Conferências Internacionais de Estados Americanos, também chamadas de Conferências Pan-Americanas, durante o período da Primeira República (1889-1930):


  1. Washington DC (1889-1890);

  2. Cidade do México (1901-1902);

  3. Rio de Janeiro (1906);

  4. Buenos Aires (1910);

  5. Santiago de Chile (1923);

  6. Havana (1928).

O Brasil participou de todas as seis conferências, bem como das quatro realizadas mais tarde – em Montevidéu (1933), Lima (1938) e, depois da Segunda Guerra Mundial, em Bogotá (1948) e Caracas (1954).


O termo pan-americanismo foi usado pela primeira vez, ao que parece, em 1890 pelo New York Evening Post, quando o jornal cobria a Primeira Conferência Internacional dos Estados Americanos. Era uma extensão da ideia do Hemisfério Ocidental de Thomas Jefferson, Henry Clay e outros no começo do século: "as Américas e a Europa, o Novo e o Velho Mundo eram distintos".


Em novembro de 1905, em uma reunião da Junta Governativa do Bureau Internacional, a Costa Rica, apoiada pelos Estados Unidos e pelo México, propôs que a Terceira Conferência fosse realizada na América do Sul. E em 6 de dezembro, apesar da oposição da Venezuela e da Argentina, a Junta escolheu o Brasil. Vinte e um Estados, incluindo agora Cuba e Panamá (independente desde 1903), foram convidados a comparecer à conferência do Rio de Janeiro (e a todas conferências subsequentes), mas a Venezuela e o Haiti não enviaram representantes. A conferência foi inaugurada em 25 de julho de 1906, no Palácio Monroe, construído para o evento (aproveitando, em grande parte, o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Saint Louis de 1903-1904, realizada para comemorar o centenário da compra da Luisiana).

Joaquim Nabuco

A delegação brasileira foi chefiada por Joaquim Nabuco, um grande abolicionista e primeiro embaixador do Brasil nos Estados Unidos (janeiro de 1905). Nabuco foi um político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Vale citar o selo emitido em 1949 em sua homenagem:


A-74 (1949)

Em 1906, o Palácio do Itamaraty foi descartado para sediar o III Congresso Pan-americano, no Rio de Janeiro, e decidido que o então Pavilhão de São Luiz, futuro Palácio Monroe, abrigaria o evento. Foram realizadas obras e ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na avenida Central, atual Rio Branco.


Originalmente, o prédio ia se chamar Palácio São Luiz porém, durante o evento, o ministro das Relações Exteriores, o barão do Rio Branco (1845 – 1912), batizou o edifício de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte- americano James Monroe (1758 – 1831), idealizador do Pan-americanismo.



O edifício foi projetado pelo arquiteto militar Francisco Marcelino de Souza Aguiar. A estrutura, toda metálica, foi montada originalmente para as comemorações do centenário de integração do Estado Francês de Louisiana aos EUA. Passaram-se os anos e veio o metrô, que dele desviou. No entanto, aproveitando-se da sua obra, o então Presidente da Republica Ernesto Geisel, autorizou o Patrimônio da União a providenciar sua demolição em 1976.


III Conferência Pan-Americana no Rio de Janeiro. Estão sentados: Assis Brasil, Pereira Passos, Joaquim Nabuco, Uribe y Uribe, Gastão da Cunha e Machado de Assis. Ano: 1906. - Coleção Augusto Malta. Acervo MIS

C5 - 3º Congresso Pan-Americano (Vermelho)


C5 - 100 réis;


Os dois selos que compõe a série são de tipos iguais e de taxas diferentes foram emitidos em 23/07/1906.


1º Plano: Apresenta-se com fundo cheio, unido, tendo na parte superior a palavra E.U. DO BRASIL, em letras brancas e embaixo a palavra RIO DE JANEIRO, em letras sombreadas. No canto direito, ao alto, vemos uma pira acesa em posição vertical sobre uma carta fechada, simbolizando a Liberdade e o Progresso. 


2º Plano: -Destaca-se a figura de Minerva, que é a Deusa da inteligência, a qual se acha inclinada sobre o globo com o olhar voltado para a esquerda e sustentando na mão direita, uma roda alada, que simboliza a fortuna, e na mão esquerda, simbolizando a paz, um ramo de oliveira.  Notam-se, ainda, dois tipos de mulher que simbolizam a raça latino-americana e que se unem em um fraternal sentido de amizade e cooperação, voltadas ambas para a frente, fitando com firmeza o globo, no qual aparece o continente americano.


Entre a primeira mulher e o globo, está colocada a taxa em algarismos brancos, seguida da palavra Réis abreviada, em letras cheias e na cor do selo. Sobreposto no continente sul americano, na altura do Brasil, observa-se a palavra Correio. Na parte inferior, na base do selo, vemos uma grande faixa branca, que vai de uma margem a outra do selo, com a seguinte inscrição: 3º CONGRESSO PAN-AMERICANO. Ainda na base, reunindo as figuras, sobressai uma ramagem de carvalho, que simboliza a força.


Especificações:

Artista

Henrique Bernardelli

Cor

Vermelho

Moeda

Réis

Valor de Face

100 réis

Tiragem

700.000

Papel

Branco com coma

Processo de Impressão

Tipográfico

Filigrana

Sem filigrana

Picote

11 e 11,5

Dimensões (LxA) mm

34 x 20

Local de Obliteração

Rio de Janeiro


C6 - 3º Congresso Pan-Americano (Azul)


C6 - 200 réis;


Artista

Henrique Bernardelli

Cor

Azul

Moeda

Réis

Valor de Face

200 réis

Tiragem

1.300.000

Papel

Branco com coma

Processo de Impressão

Tipográfico

Filigrana

Sem filigrana

Picote

11 e 11,5

Dimensões (LxA) mm

34 x 20

Local de Obliteração

Rio de Janeiro

Sobre o artista



Henrique Bernardelli (nascido em 15/07/1858 - Valparaíso, Chile e falecido em 06/04/1936 no Rio de Janeiro) foi um pintor, desenhista e professor da Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Umas das obras mais emblemáticas do pintor é o retrato de Machado de Assis para a Academia Brasileira de Letras:


A impressão tipográfica


Diferente da primeira série C1-C4, impressa através do processo de impressão litográfico, esta série foi impressa através do processo tipográfico.

A principal diferença entre a impressão litográfica e a tipográfica está no método de transferência da imagem ou texto para o papel. A litografia é um processo de impressão plano, no qual as áreas que vão imprimir e as que não vão estão no mesmo nível. Ela utiliza a incompatibilidade entre água e óleo, onde as áreas de imagem atraem tinta, enquanto as áreas sem imagem são mantidas úmidas para repelir a tinta. Esse método é amplamente utilizado em grandes tiragens, como revistas e cartazes, especialmente no processo de impressão offset, uma evolução da litografia.


Já a tipografia é um processo de impressão em relevo, no qual as áreas que vão imprimir estão elevadas em relação às demais. As partes em relevo recebem a tinta e são pressionadas diretamente sobre o papel para criar a impressão. Tradicionalmente usada em livros e jornais, a tipografia foi muito comum antes dos avanços tecnológicos, mas hoje é mais aplicada em projetos artísticos e especiais, como convites e cartões.

Quadras

Sextilhas


Carimbos


Folhas


Segundo o catálogo RHM, cada folha contém 100 selos, sendo 2 painéis sobrepostos de 50 selos, divididos por uma faixa branca horizontal de 15mm. Cada painel contém 5 linhas x 10 colunas. Não consegui localizar nenhuma imagem completa da folha, mas segue algumas amostras parciais:



Provas e Variações



  • C5 e C6 - prova em cores invertidas (100 e 200 réis estão trocados);

  • C5-SD: sem denteação;


Cartas e envelopes:



Editais:




Fontes:



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